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Edição de - COMUNIDADE QUILOMBOLA
Márcia Miranda: um exemplo de liderança e superação em Linha Fão
Fonte: Clique para Ampliar

Quando chegamos à Comunidade de Linha Fão, naquela segunda-feira de tarde ensolarada e quente, Márcia Miranda avistou o carro da reportagem de uma lavoura de feijão, na qual trabalhava. Logo tratou de se fazer presente e nos apresentou aos demais. Ela reside na Comunidade há 19 anos. É líder, chefe de família e pode ser considerada uma guerreira. Venceu a árdua batalha contra uma doença na infância, após sofrer um acidente de trator. Teve a experiência de residir em cidade grande, mas retornou às raízes.
Aos 38 anos ela esbanja simpatia e não esconde a satisfação de pertencer àquela localidade. Mãe de dois filhos - Welington, 19 anos, e Thiarine, 13 -, trabalha na lavouras de uma família próxima e presta serviços de limpeza nas casas de famílias residentes nas proximidades. Cultiva produtos para consumo e integra a Associação Quilombola.
Miranda relembrou o passado e falou sobre tudo o que os remanescentes já conquistaram. “Hoje podemos nos considerar seres humanos. Antigamente não éramos tratados como ser humano, e sim como um animal. A verdade tem que ser dita. Quando a gente chegava em algum lugar, nos olhavam diferente. Até para entrar no comércio, numa festa ou em um bar era bem difícil. Hoje mudou, é bem natural. Eu falo por mim, quando chego na cidade as pessoas vêm de braços abertos me receber”, comenta.
Em relação à vida que leva na comunidade, Márcia lembra que quando pequena teve que sair para buscar tratamento. “Se eu não fosse sair não iria sobreviver porque minha mãe não tinha condições financeiras. Eu tinha crises de convulsões e epilepsia. É caro o tratamento. Busquei ajuda e me curei. Voltei quando eu tinha 20 anos”, recorda.

Dom para
o artesanato
Márcia sempre quis retornar para a comunidade, por mais que chegou a conviver com uma família que a adotou, em Santana do Livramento. “Gosto muito de morar aqui. Estou perto da minha família, meus irmãos e minha mãe. Tenho medo de ir para outro lado. Eu sou feliz por acordar todos os dias. Então agradeço por estar viva e pelos meus filhos que são a razão de meu viver”, fala emocionada.
Artesã de mão cheia, diz que é um dom. “Só de bater o olho em alguma coisa diferente eu já saio fazendo”, conta. Ela utiliza o que tem em casa ou o que a natureza oferece, como butiazeiro, palha de milho, jornal, litros pet. “Faço tanto para mim como para vender. É um dinheirinho que entra a mais”, fala entre sorrisos.

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