Previsão do Tempo Min: 15° Máx: 22°
Previsão Completa
Você está na edição de Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
Clique aqui e veja outras edições
Edição de - Defesa
Indianos propõem parceria em caças

Nova Dhéli – Na reunião bilateral entre Brasil e Índia, na Hyderabad House, o governo indiano informou à presidente Dilma Rousseff que caso ela opte pela compra dos caças Rafale, a exemplo do que a Índia fez, os indianos estão interessados em estabelecer uma parceira tecnológica com os brasileiros, para montarem um projeto conjunto de transferência de tecnologia. De acordo com a oferta, a disposição do governo indiano é de transferir informações que eles recebam em relação ao Rafale, e os três países -– Brasil, Índia e França (fabricante do avião), poderiam, então, trabalhar juntos em um projeto de parceria tecnológica.
O convite foi feito no momento em que a Índia apresentava várias ofertas de cooperação com o Brasil, em diferentes setores, por um dos ministros indianos, que participaram da reunião ampliada. A presidente Dilma, no entanto, não deu nenhuma resposta aos indianos, ou teceu qualquer comentário mais detalhado sobre o tema. “Nem cabia ela comentar. A oferta foi feita no momento em que a Índia apresentava proposta de parceria em várias áreas e esta seria apenas mais uma delas”, contou um integrante da delegação brasileira que estava presente à reunião. “Eles ofereceram cooperação e o Brasil ainda vai analisar isso”, confirmou outro interlocutor da presidente.
O Brasil não quer discutir o tema da compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira antes do mês de maio. Oferta semelhante o governo indiano já havia feito para o ministro da Defesa, Celso Amorim, durante visita que ele fez à Índia, em fevereiro. (AE)

Processo de compra

O processo de compra dos aviões está suspenso desde o início do governo Dilma. Na transição, o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim entregou um relatório para a presidente Dilma com a avaliação completa dos três concorrentes: o francês Rafale, o sueco Gripen e o norte-americano F-18 Super Hornet, da americana Boeing. Dois anos antes, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita do presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou a opção pelo modelo francês, o que gerou uma polêmica enorme, já que o processo de escolha ainda estava em andamento, obrigando o Palácio do Planalto a recuar.
A preferência pelo modelo francês estava ligada à promessa de “transferência irrestrita” de tecnologia ao Brasil. O maior impedimento, no entanto, era o preço do caça francês, o maior dos três. Esse custo era maior, exatamente porque, até então, nenhuma outra força aérea havia optado por comprar o Rafale, além da francesa. Com o anúncio de que a Índia vai comprar 126 aviões franceses, o projeto está salvo e há uma sensível redução no preço do Rafale.

Compartilhe esta notícia Deixe seu comentário Assine a newsletter Indique esta Notícia


Mais Notícias de Política
Jornal Gazeta do Sul
Rua Ramiro Barcelos, 1206 | Santa Cruz do Sul - RS
(51) 3715-7800 | portal@gaz.com.br
Desenvolvido e Mantido por
Equipe de TI Gazeta Grupo de Comunicações