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Edição de - Opinião
A maior celebração cristã

Neste sábado santo celebramos a liturgia mais importante do ano litúrgico: a Vigília Pascal. Celebramos a luz de Cristo que dissipa toda a treva, vence a morte e redime a humanidade. O Círio Pascal é a luz de Cristo ressuscitado no meio de nós.
O canto da proclamação da Páscoa é como o rolar da pedra do sepulcro de Jesus – “ele não está aqui. Ressuscitou!” Essa exultação é centrada na palavra de Deus, que nos traz a memória da história da salvação, a celebração do batismo, dá o sentido de nossa união com o Salvador, morto e ressuscitado. Veja o que diz o catecismo da Igreja: “Partindo o tríduo pascal, como de sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico com sua claridade. Aproximando-se progressivamente de ambas as vertentes desta fonte, o ano é transfigurado pela liturgia. É realmente ‘ano de graça do Senhor’”.
Percebo que conhecemos muito pouco daquilo que celebramos e de seu verdadeiro valor. Talvez por isso não damos a devida importância que a Vigília Pascal merece. Muitos católicos vão à procissão do Senhor Morto, mas não comparecem na Vigília Pascal. É preciso mais catequese para que possamos beber do manancial da salvação. Você já prestou a atenção naquela vela grande, bem decorada, sobre um belo e enfeitado pedestal? Você já percebeu como aquela vela traz uma série de sinais, números e letras?
A grande vela é o Círio Pascal: simboliza, recorda, faz a memória da pessoa de Jesus Cristo ressuscitado. O Círio Pascal é preparado, abençoado, aceso e conduzido para a igreja na noite da Santa Vigília Pascal. A grande celebração se inicia normalmente com a bênção do “fogo novo”, fora do recinto da igreja. Esse fogo novo é um fogo que queima, ilumina e aquece, recebe uma bênção especial, antes de ser aceso o Círio Pascal. Terminada a preparação do Círio, inicia-se a procissão para introduzi-lo solenemente no interior da igreja.
A cruz encravada no círio, em geral de cor vermelha, lembra a Cruz de Jesus Cristo. Jesus e cruz mantêm um vínculo indestrutível. Ao traçar a cruz sobre o círio o celebrante diz: “Cristo, ontem e hoje (no sentido vertical), princípio e fim (no horizontal)”. As duas letras colocadas ao alto e embaixo da cruz, o alfa e o ômega, são a primeira e a última letra do alfabeto grego. Ao cravar as duas letras o celebrante diz: “Alfa e ômega”, quer dizer princípio e fim. Já o número 2012 é a afirmação que Jesus é o mesmo, ontem, hoje e para sempre: O nº (2) A Ele e o tempo, o nº (0) é a eternidade, o nº (1) A glória e o poder e o nº (2) pelos séculos. Amém. Por fim, as cinco bolinhas que são afixadas à cruz, uma ao alto, outra ao centro, outra embaixo e as outras duas nos dois braços da cruz, simbolizam as cinco chagas de Jesus Cristo. O celebrante diz: (ao alto da cruz) “por suas Santas Chagas”, (ao centro) “suas Gloriosas Chagas”, (embaixo) “o Cristo Senhor”, (à esquerda) “nos proteja”, (à direita) “e nos guarde. Amém”.
O batismo que é também celebrado nesta liturgia recorda que em Cristo morto e ressuscitado nós estamos todos, todos os batizados associados a este mistério de vida e salvação. Por isso, é noite de renovar o nosso batismo. É linda essa liturgia onde celebramos a nossa vida, a nossa salvação. É a grande festa: Jesus ressuscitou, Jesus venceu a morte e dissipou toda treva, toda tristeza, todo sentimento de derrota. Meus irmãos, somos testemunhas do Jesus Ressuscitado e n’Ele somos mais, muito mais que vencedores.

Padre Luizinho
Membro da comunidade Canção Nova, diretor espiritual e formador do pré-discipulado em Lavrinhas (SP)

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