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Edição de - Viagem aos EUA
Dilma vai marcar posição pró-Cuba durante visita
Fonte: ABr/Wilson Dias Clique para Ampliar

Washington – Na conversa reservada que terá hoje com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Casa Branca, a presidente Dilma Rousseff marcará posição em defesa de Cuba. Em um jogo combinado com outros países do continente, Dilma avisará que “esta será a última Cúpula das Américas sem a participação de Cuba” porque, caso a situação não mude, o próximo encontro, em 2016, ficará completamente esvaziado.
A 6ª Cúpula das Américas ocorrerá na cidade colombiana de Cartagena de Índias, nos dias 14 e 15, pouco depois de Dilma voltar da viagem aos Estados Unidos. Sob embargo econômico norte-americano, Cuba foi, mais uma vez, excluída da reunião continental. Em sinal de protesto, o presidente do Equador, Rafael Correa, já anunciou que não participará do encontro na Colômbia.
Na conversa com Obama, Dilma pretende antecipar a posição unificada que o Brasil e outros países do bloco mais alinhado à esquerda querem levar à Cúpula das Américas. Pelo roteiro acertado até agora, os governantes de 12 dos 34 países convidados para o convescote de Cartagena farão declarações de repúdio à falta de assento para Cuba no evento.
Na prática, a presidente quer arrancar de Obama, neste ano de eleições presidenciais nos Estados Unidos, o compromisso político de que o governo americano vai restabelecer relações com a ilha governada por Raúl Castro, irmão e sucessor de Fidel Castro no comando do país. Obama é candidato a um segundo mandato pelo Partido Democrata e tudo indica que enfrentará, em novembro, o republicano Mitt Romney. (AE)

Flórida

A presidente Dilma também ouviu apelos de empresários para questionar Obama sobre a constitucionalidade de uma lei aprovada no Estado da Flórida – desde 1999 governado pelo Partido Republicano, mais sujeito à pressão dos dissidentes cubanos nos EUA – que pune empresas com relações comerciais com Cuba. Pela nova legislação daquele Estado, companhias com negócios na ilha dos irmãos Castro não podem ter grandes empreendimentos na Flórida.
A retaliação atinge em cheio as empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht, que toca a obra do Porto de Mariel, em Cuba. Trata-se do principal empreendimento de infraestrutura realizado atualmente ali, com financiamento de US$ 683 milhões do governo brasileiro, correspondentes a 85% do valor total.
Depois que a lei foi aprovada no Congresso da Flórida, Dilma recebeu diversas reclamações de empresários que mantêm negócios tanto nos Estados Unidos quanto em Cuba. Agora, eles querem que a presidente aproveite a oportunidade para perguntar a Obama até que ponto o Estado pode legislar sobre questões de relações internacionais.

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