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Edição de - Opinião
O desenvolvimento regional
Fonte: Divulgação Clique para Ampliar

A gestão da inovação é o melhor caminho para a sustentabilidade econômica e social e a base do desenvolvimento regional. E os parques tecnológicos em universidades, como o Tecnopuc, em Porto Alegre, o Te cnosinos, em São Leopoldo, e o Valetec, em Campo Bom, são exemplos que atraem empresas de tecnologia criando um novo ambiente de desenvolvimento.
A promoção do Desenvolvimento endógeno (recursos oriundos da própria região) requer incutir o espírito empreendedor nos cidadãos, isto é, promover o empreendedorismo; viabilizar as incubadoras de empresas; articular os arranjos sócio-produtivos mais adequados; oferecer possibilidades de capacitação empresarial, gerencial e tecnológica.
A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) oferece uma magnífica proposta de diversificação da economia com a Incubadora Tecnológica – Itunisc –, que é um projeto voltado à criação de novos negócios, apoiando o empreendedor iniciante, oferecendo espaço físico, treinamento, consultorias especializadas, orientação empresarial e suporte na elaboração de projetos para busca de recursos junto a órgãos de fomento. Mais recentemente, foi criado o Tecnounisc, com o propósito de desenvolver atividades que promovam a interação e a sinergia entre atividades de pesquisa e de desenvolvimento, que gerem produtos, processos e serviços inovadores. Isso se dá através de um fluxo contínuo de transferência de conhecimento e tecnologia entre universidade, empresas, estado e sociedade.
Empresa “startup” é uma empresa nova, até mesmo embrionária ou ainda em fase de constituição, que conta com projetos promissores, ligados à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. Existe risco envolvido no negócio. Mas, apesar disso, são empreendimentos com baixos custos iniciais e são altamente escaláveis, ou seja, possuem uma expectativa de crescimento muito grande quando dão certo.
Temos que apoiar esses empreendedores com bons projetos e encontrar investidores para assisti-los. Existem empresas e organizações (como a Endeavor) que se dedicam a promover esse “casamento”.
O desenvolvimento exógeno (investimentos oriundos de fora da região) pode ser estimulado por ações em diversas frentes:
– boa qualidade de vida local (segurança, saúde, educação, habitação);
– legislação municipal que privilegie o desenvolvimento, portanto sem excesso de restrições legais desnecessárias e sem muita burocracia para implantação e operação do empreendimento.
Temos que estar atentos para as oportunidades de atração de novos investimentos e o que precisamos fazer é estabelecer uma parceria, valorizando a inovação e embasada no tripé universidade, iniciativa privada e poder público. Este Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável significa um modelo que leva em conta a necessidade de articulação entre todos os atores (comunidade, poder público, organizações da sociedade civil e empresas), como também a necessidade de articulação entre os diversos fatores que interferem no desenvolvimento (fatores econômicos, sociais, culturais, político-institucionais, físico–territoriais, científico–tecnológicos).

Paulo A. Schütz
Engenheiro Mecânico, especialista em Gestão da Qualidade Total
mailtos@terra.com.br

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