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Edição de - Encruzilhada do Sul
Protesto de assentados fecha a 471
Fonte: Lula Helfer Clique para Ampliar
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As manifestações do chamado Abril Vermelho – jornada de lutas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) – chegaram à região. Ontem, famílias de assentados de Encruzilhada do Sul se integraram para um protesto pacífico na RSC–471, a 12 quilômetros da cidade. Das 8 horas às 12 horas, em torno de 120 pessoas trancaram a rodovia com toras de madeira, impedindo a passagem de veículos nos dois sentidos. A mobilização ocorreu próximo da Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luis, onde em outubro do ano passado um adolescente de 13 anos morreu atropelado. O Comando Rodoviário da Brigada Militar de Santa Cruz do Sul acompanhou o ato e calcula que houve 2 quilômetros de congestionamento para cada lado.
A segurança na estrada é uma das principais reivindicações dos moradores, que em 2011 colocaram fogo em pneus e outros objetos sobre a pista para alertar para o problema. De acordo com o coordenador estadual do MST, Volnei Scherer, embora o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) tenha se comprometido em fazer mudanças no trecho, até hoje nenhuma providência foi tomada. “Essa rodovia é uma arma engatilhada que pode matar a qualquer momento. O acostamento é muito estreito e não há sinalização adequada”, diz. O principal pedido é para que seja construída uma rótula no acesso à escola, onde estudam mais de 200 alunos da comunidade.
Para a agricultura Dina de Fátima Medeiros, de 42 anos, a segurança da rodovia deveria ser prioridade das autoridades. A preocupação com possíveis acidentes é diária, principalmente porque sua filha mais nova precisa atravessar o asfalto para estudar. “Nesta época do ano é ainda pior, pois o tráfego de carretas é intenso. Há horários em que não tem como caminhar no acostamento”, reclama. Moradora do Assentamento Segredo Farroupilha há 18 anos, Dina levou toda a família para apoiar a manifestação nessa terça-feira. “Esperamos uma solução urgente antes que aconteça alguma coisa.”
A mobilização do MST integrou famílias dos assentamentos Guará, Santa Bárbara, Padre Reus, Quinta, Segredo Farroupilha e Vassoural. Dentre outras reivindicações, os agricultores familiares também alertaram para o problema em torno das renegociações das dívidas do campo, especialmente em razão dos prejuízos causados pela estiagem prolongada. Conforme Volnei Scherer, a falta de água afeta mais de 20% das famílias assentadas no Rio Grande do Sul. “Enfrentamos muitos problemas climáticos e as prorrogações de dívidas não são eficientes”, justifica. Outras bandeiras defendidas são a promoção do desenvolvimento social para os assentamentos e melhores políticas públicas para a reforma agrária.

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