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Edição de - Economia
Redução de juros

Uma das mais frequentes reclamações de empresários, especialistas, comentaristas e, claro, de nós consumidores, é com relação aos altos juros no Brasil. Até autoridades políticas, de vários governos, em algum momento manifestaram sua inconformidade com as exageradas taxas, cobradas por bancos, financeiras, lojas e operadoras de cartões de crédito, principalmente. O vice-presidente de Lula, José Alencar, já falecido, em várias oportunidades pronunciou-se veementemente contra os altos juros, culpando-os pelo baixo crescimento econômico do País. Mais recentemente, a presidente Dilma “deu uma bronca” nos banqueiros brasileiros, criticando-os pelo exagerado spread – diferença do que o banco paga aos aplicadores e o que ele cobra dos que tomam dinheiro emprestado.

É fato que, nos últimos oito anos, a oferta total de crédito na economia brasileira dobrou, por vários motivos: mais gente em atividades econômicas, o controle da inflação, a diminuição da taxa básica de juros, programas de governo (bolsas de várias espécies; Minha casa, Minha vida, etc.) e a criação de novas modalidades de financiamento, como o consignado. Isso tem sido decisivo para o aumento do consumo e o crescimento do PIB, embora em níveis menores que em outros países, como a China.
O problema é que apareceram sinais de que a expansão econômica, baseada no endividamento, estava se esgotando. Dados do Banco Central revelaram que o brasileiro gasta mais com juros de financiamento do que com o valor do bem que está adquirindo, sendo uma das causas do aumento da inadimplência. Com medo do calote, os bancos começaram a ser mais seletivos na concessão de crédito e elevaram algumas taxas.

Com a economia quase parando, o governo brasileiro determinou que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal reduzissem suas taxas. A estratégia é provocar os bancos privados, forçando-os a baixarem seus juros também, sob pena de seus clientes migrarem para os bancos públicos. Parece que está dando resultado, pois vários bancos privados, inclusive os dois maiores do País – Bradesco e Itaú/Unibanco – já anunciaram a redução de juros.

Por enquanto, quem procurou informações sobre as novas condições de financiamento divulgadas pelos bancos públicos sentiu uma certa frustração, pois existem restrições para ter acesso às linhas mais baratas, além do despreparo e desinformação por parte de funcionários. Na verdade, a única coisa que pode fazer baixar os juros é o consumidor buscar as menores taxas, mesmo que isso signifique mudar de instituição. Por isso, é hora de procurar gerentes, cobrar as taxas anunciadas e trocar dívidas mais caras, como as do cartão de crédito e do cheque especial, pelas mais baratas, como o consignado. E ter muito cuidado, pois embora os anúncios atuais “convidem o brasileiro a se endividar”, a principal orientação é usar o crédito com mais prudência.

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