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Edição de - Opinião
Projeto RS e Santa Cruz 2030
Fonte: Divulgação Clique para Ampliar

Na Parte I descrevemos a trajetória descendente do Rio Grande do Sul, fruto de equivocadas e eleitoreiras decisões políticas, que inviabilizam nosso Estado. Se começarmos, agora, as reformas sem mexer nos direitos já adquiridos, vamos precisar de 20 a 30 anos para torná-lo competitivo, atraente e pujante. As cidades, dentro de suas proporções e limitações, também podem definir que futuro querem para sua população. Temos que reaprender que: primeiro devemos plantar, para depois de muito trabalho e cuidados colher, e não podemos gastar mais do que recebemos.
Nosso sistema, dito democrático, inibe projetos de médio ou longo prazo. Só interessa a próxima eleição e a maioria define onde e como investir. Então o que vemos, na maioria dos municípios, são ações-relâmpago pontuais, isoladas e, muitas vezes, desejos pessoais do gestor público. Devemos seguir e imitar exemplos de cidades parecidas e com a cultura semelhante a nossa:
– Blumenau: cidade que, cerca de dez anos atrás, estava estagnada. O setor têxtil arrasado pela concorrência asiática, a sua Oktoberfest estava degradada, o turismo decadente e a moral em baixa. Em 2005, com a participação da sociedade, começam as mudanças. A Prefeitura passa a investir em infraestrutura e nas necessidades básicas. É lançado o projeto Blumenau 2050, que visa estruturar e estabelecer um plano de diretrizes e projetos para o município, desde o planejamento urbano até a diversificação econômica. Estão investindo forte em saneamento, educação, saúde, habitação e mobilidade urbana. Gerar renda, emprego e diversificação é uma das bandeiras do projeto. Hoje, é a cidade com a melhor qualidade de vida (IDH) de Santa Catarina e melhor índice Firjan de gestão pública no Estado. Destaca-se na área tecnológica, com mais de 700 empresas de computação; é polo de saúde da região, com centro de transplantes e cirurgias de alta complexidade; além de importante polo de ensino técnico. Essa diversificação revigorou o comércio, a rede hoteleira, os serviços e o próprio turismo de negócios, feiras e eventos (possuem um novo pavilhão no Parque da Oktoberfest). Outras ações estão em andamento, de olho no futuro e visando o crescimento ordenado.
– São Leopoldo: amparada na Unisinos, desenvolve importante e forte indústria na área da informática e computação. A Prefeitura investe em infraestrutura para receber empresas e permitir a ampliação da sua diversificada matriz industrial (metalúrgica, química, borracha, mecânica de precisão, máquinas, etc.). Está trabalhando para resolver os problemas de saneamento e efluentes. Também tem um projeto de cidade do futuro.
– Canoas: uma cidade que cresceu desordenadamente, mas que soube criar vida própria. Recentemente iniciou a criação do terceiro maior parque de inovação do País. O Parque Canoas de Inovação (PCI) é um projeto urbanístico e ambiental de uma área de 550 hectares e representará investimentos de R$ 100 milhões. Com projeto do urbanista Jaime Lerner, contará com diversos parques dentro da mesma área, com foco nos setores tecnológico, científico, de conhecimento e de serviços, além de facilidades como bancos, restaurantes, auditórios e centro de eventos. Além disso, 250 hectares abrigarão uma área de preservação natural e lazer, com jardim botânico.
Os vereadores e nossos gestores públicos poderiam viajar para essas cidades e estudar as soluções e planos adotados, para aplicarem em Santa Cruz do Sul. Em dez anos teremos uma cidade pujante com excelente qualidade de vida.


Carlos Augusto Gerhard
Engenheiro civil e empreendedor

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