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Edição de - Vale do Sol
Pesquisadores analisam bloco de fósseis na 153

Os trabalhos em torno do bloco fossilífero encontrado nas margens da RSC–153, em Vale do Sol, foram retomados esta semana por quatro pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). O bloco havia sido identificado e protegido em outubro do ano passado para continuar sendo avaliado. De segunda a quarta-feira, o paleontólogo Flávio Pretto e três mestrandos em Paleontologia tornaram as peças visíveis e confirmaram que os ossos pertencem a um (ou mais) rincossauro. Trata-se de um animal que viveu no período Triássico, há cerca de 220 milhões de anos.
As principais partes encontradas foram um fêmur, uma falange, um osso grande (semelhante à tíbia), uma costela, além de uma sequência de vértebras. Resta dúvida quanto à mandíbula. Pretto explica que nem todas as características verificadas no achado correspondem a uma mandíbula de rincossauro. Se a expectativa se confirmar, a peça pode ser de uma nova espécie ou de uma espécie ainda desconhecida na região. O bloco fossilífero não foi retirado, o que deve acontecer nos próximos meses. Por se tratar de um bloco relativamente grande, Pretto prevê que a equipe ainda terá muito trabalho pela frente. Posteriormente, o material será estudado no Laboratório de Paleontologia de Vertebrados da Ufrgs.
Antes de voltar a Porto Alegre, os pesquisadores protegeram o bloco com produtos como gesso, cola, jornal e espuma expansível para que o material não sofra depredações e ações climáticas. O paleontólogo Flávio Pretto explica que os rincossauros eram animais herbívoros e abundantes no período Triássico. Por isso, eram prováveis presas na época. Uma das técnicas que permitem o conhecimento minucioso sobre os animais, como seus hábitos alimentares, é a laminação, que viabiliza a observação de partes de ossos no microscópio. Em sua passagem pela região, a equipe da Ufrgs visitou outros afloramentos na RSC–153.

Grupo participará de documentário

Os pesquisadores da Ufrgs participarão de um documentário produzido para o programa Globo Universidade, da Rede Globo. A equipe do Rio de Janeiro virá à região e a Porto Alegre pelo período de três dias para fazer as gravações. Segundo Flávio Pretto, o foco estará centrado na figura do paleontólogo e no que leva alguém a optar por essa profissão. A equipe da televisão pretende acompanhar os pesquisadores no trabalho de campo e no Laboratório de Paleontologia de Vertebrados. “Hoje, são 22 alunos envolvidos no laboratório”, observa.

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