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Edição de - Memória
As corridas de motos
Fonte: Divulgação Clique para Ampliar

Além dos famosos quilômetros de arrancada com automóveis, que ocorriam com frequência, Santa Cruz do Sul foi sede de memoráveis corridas de motonetas. Eram Lambretas e Vespas “envenenadas” que faziam disputas pelas ruas do Centro.
A primeira prova ocorreu dia 29 de outubro de 1966, por ocasião da 1ª Fenaf. Foram 30 voltas em torno do parque. A saída foi da frente do chafariz na Rua Galvão Costa. Dali os pilotos seguiam pela João Pessoa até a Coronel Jost, subiam a Avenida Independência e novamente acessavam a Galvão.
O primeiro lugar nessa prova ficou com o santa-cruzense Ênio Wermuth. O segundo, com o santa-cruzense Sérgio Luís Kipper, e o terceiro com o venâncio-airense João Alceu Bogorni.
A partir daí, as corridas de motonetas viraram febre na cidade e vários outros eventos se sucederam. Diversas oficinas se dedicavam a “preparar” as Lambretas, que eram as preferidas pelos pilotos.
Em pouco tempo, Santa Cruz passou a disputar os campeonatos estaduais, organizados pela Federação Gaúcha de Automobilismo. Foi nessa época que surgiu a Escuderia Fumocap, que conquistou vitórias em várias cidades do Estado.
A escuderia era integrada pelos pilotos Jorni Kist, João Adair Godoi do Santos, Adalberto Fritsch e Hélio Storch. Eles vestiam macacões brancos e, nos capacetes, estavam gravadas as iniciais dos seus nomes.
Jorni conta que as máquinas eram preparadas na oficina de Guido Waechter. As Lambretas de 125 e 175 cilindradas eram “depenadas”, para dimimuir o peso. Eram feitas alterações no motor e usada gasolina azul (de avião).
Hélio lembra que, no tanque, também era colocado óleo de rícino e naftalina. A mistura gerava muita fumaça e um cheiro bem forte, que impregnava as roupas e o cabelo.
A largada era outra atração. As motos ficavam desligadas, junto ao cordão da calçada. Quando era dado o tiro para o início, os pilotos corriam até elas e faziam com que pegassem no “tranco”.
Alguns pilotos chegavam a correr quase uma quadra até o motor pegar, para delírio do público. Quem ligava antes, já saía em vantagem. (Segue)

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