Previsão do Tempo Min: 22° Máx: 26°
Previsão Completa
Você está na edição de Sábado, 23 de Junho de 2012
Clique aqui e veja outras edições
Edição de - Paleontologia
Pesquisa revela fósseis de Menadon inéditos na região
Fonte: Gazeta do Sul/Marília Gehrke Clique para Ampliar
1 2

O que Santa Cruz do Sul e Madagascar, na África, têm em comum? A resposta pode estar no solo, com a semelhança entre as formações geológicas dos lugares. Um estudo realizado pelo biólogo e mestrando em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Tomaz Melo, revela que fósseis encontrados em Santa Cruz do Sul, em 2008, pertencem à mesma espécie de um cinodonte coletado em Madagascar e descrito no ano de 2000: Menadon besairiei. Os animais dessa espécie viveram no período Triássico, há aproximadamente 230 milhões de anos.
Os fósseis de Menadon – um crânio e um crânio com mandíbula –, pertencentes a dois animais, foram localizados às margens da BR–471, em Santa Cruz do Sul. “Não participei da coleta, mas o material estava na Ufrgs preparado, quase pronto para ser estudado. Suspeitamos que se tratasse de um Menadon, mesma espécie de cinodonte descrita em Madagascar”, explica Tomaz Melo. Os fósseis começaram a ser pesquisados por Melo ainda na graduação e continuam sendo trabalhados no mestrado.
Ainda em fase de descrição, o material e suas características são comparados às dos animais encontrados em Madagascar. Os resultados preliminares já foram apresentados por Tomaz Melo em congressos no Brasil e na Argentina. Os fósseis pertencem à coleção da Ufrgs, assim como outros exemplares fragmentados de Menadon, também disponíveis no acervo paleontológico da Fundação Zoobotânica e utilizados por Tomaz Melo para complementar o estudo. “Quando a mesma espécie é verificada em locais diferentes, é provável que os animais viveram na mesma época”, observa Melo.

Provável presa

Os fósseis cranianos dos cinodontes da espécie Menadon besairiei encontrados em Santa Cruz do Sul medem aproximadamente 20 centímetros. Segundo o biólogo e mestrando em Geociências da Ufrgs, Tomaz Melo, esses animais poderiam atingir até 1 metro de comprimento, ou seja, eram herbívoros de médio porte. Pelo modo como os dois cinodontes foram encontrados no afloramento santa-cruzense, acredita-se que foram presas de um animal carnívoro, provavelmente de tecodonte, um dos principais predadores do período Triássico. “Normalmente, o tipo de acumulação de crânio e vértebras sugere que são restos deixados por predadores”, justifica Melo. As principais diferenças entre as espécies de cinodontes, grupo que deu origem aos mamíferos, estão nos ossos do crânio e nos dentes dos animais.

Compartilhe esta notícia Deixe seu comentário Assine a newsletter Indique esta Notícia


Mais Notícias de Regional
Portal gaz
Últimas do Gaz
| Tragédia em São Paulo

Mais duas vítimas de acidente com ônibus morrem

| Vera Cruz

Ação propicia intercâmbio de ideias no Caps

| Santa Cruz

Unisc oferece curso de propriedade intelectual

| Santa Cruz

Prefeitura anuncia mudança no trânsito do Centro

Jornal Gazeta do Sul
Rua Ramiro Barcelos, 1206 | Santa Cruz do Sul - RS
(51) 3715-7800 | portal@gaz.com.br
Desenvolvido e Mantido por
Equipe de TI Gazeta Grupo de Comunicações