Anuário Brasileiro do Arroz 2014 - page 9

O bom preço da saca do cereal verificado nas úl-
timas safras devolveu ao produtor uma tranquilidade
que há muito tempo não era sentida no agronegócio
como um todo. E que bom que é assim, pois esse
cenário favorece simplesmente a todos: aos consu-
midores, que têm o seu abastecimento garantido, e
à sociedade, que se beneficia dos reflexos econômi-
cos e sociais dessa atividade.
A safra 2013/14, cuja colheita vinha ocorrendo
em toda a região Sul desde o final de fevereiro, pro-
porcionava um ambiente de plena euforia. A quali-
dade dos grãos, associada ao bom rendimento das
lavouras, diretamente impulsionado pelo clima na
temporada, sugere que a produção terá excelente
aceitação no mercado interno e na exportação.
E no terreno das vendas externas o Brasil ingres-
sou com força total, a ponto de ter se consolidado
como um dos principais e mais regulares fornecedo-
res de arroz. A perspectiva dos embarques para ou-
tros países foi uma das grandes conquistas da cadeia
nos últimos anos. A alternativa de escoamento é es-
sencial para que o produtor possa, com boa margem
de ganho financeiro, desvencilhar-se de uma possível
supersafra ou de um excesso de oferta interna.
Com um olho no comércio do grão dentro do
País e outro no comportamento do mercado mun-
dial, o arrozeiro do Brasil vê a sua atividade firmar-se
como uma das mais importantes da socioeconomia
regional. E no mesmo ritmo em que o Sul mira o po-
tencial e promissor ambiente externo, os produtores
de outras fronteiras nacionais, como o Centro-Oeste
e o Norte, veem com confiança novos espaços se-
rem criados para o grão colhido nessas áreas.
Como em nenhum outro momento na história
recente do setor, a orizicultura brasileira acertou o
passo e, como se diz, navega a favor da corrente.
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